Loading
19 de Setembro, 2016 Carlos Esperança

As visões já foram promovidas a aparições

Fátima: Secretário de Estado do revela empenho pessoal na visita do Papa Francisco em 2017

“Também nas aparições da Virgem Maria aos três pastorinhos em Fátima, cujo centenário será celebrado em 2017 – no qual esperamos vivamente poder contar com a presença do Papa Francisco- há este vínculo estreito entre Maria, o Papa e o sofrimento”, declarou o cardeal Pietro Parolin, esta quinta-feira, na Missa a que presidiu na Basílica de São Pedro, no início do Jubileu dos núncios apostólicos.

18 de Setembro, 2016 Carlos Esperança

Brasil – Política e religião

O golpe de Estado constitucional, que destituiu a presidente Dilma, saldou-se numa vitória da IURD contra a ICAR.

16 de Setembro, 2016 Carlos Esperança

República laica?

Por

Onofre Varela

Na edição da Gazeta de 18 de Agosto último, chamou-me a atenção o texto sobre a Escola Secundária de Freamunde. Noticiava-se que aquele estabelecimento de ensino público passaria a designar-se: “Escola Secundária D. António Taipa”, por proposta comum do presidente da Câmara Municipal de Paços de Ferreira, Humberto Brito, e da directora do Agrupamento de Escolas de Freamunde, Amância Santos.

Nos discursos de circunstância, e na presença do clérigo honrado, a directora “manifestou a sua imensa alegria de ver a Escola Secundária com o nome de um ilustre professor que nasceu (ali), vive com as gentes de Freamunde e que, pelos seus méritos, chegou à ordenação episcopal”.

Parece-me forçado este elogio de excelência, uma vez que é sempre pelo seu próprio mérito que qualquer estudante termina a sua licenciatura com bom aproveitamento!… Por isso permito-me supor haver neste discurso algum exagero à boa maneira bairrista, o que se entende e desculpa, mas que está mais de acordo com o entendimento de uma catequista do que com o pensamento de uma professora (com responsabilidades directivas) de uma escola pública numa República Laica… o que já não se entende nem tem desculpa!…

O autarca, por seu turno, disse que “estamos num estado laico e republicano e é dentro deste princípio que propomos o nome de D. António Taipa, tão ilustre personalidade de Freamunde e do Concelho de Paços de Ferreira, para patrono desta escola” (?!).

Acredito que o cidadão António Taipa mereça toda a consideração dos seus conterrâneos, seja um bom vizinho e uma personalidade ilustre no entendimento dos freamundenses e pacenses que se sentem engrandecidos e orgulhosos por terem um conterrâneo bispo. Do mesmo modo aplaudo o facto de António Taipa ter atitudes populares que o levam a confraternizar e a partilhar um copo, numa tasca, com amigos de infância que não esqueceu, e que, só por isso, mereça a estima de todos.

Porém, tal como frisou Humberto Brito, vivemos num estado laico e republicano… e por isso não entendi a razoabilidade do acto de dar o nome de um clérigo (por muito mérito eclesiástico que tenha, e por muitos copos que partilhe com os amigos), a um estabelecimento de ensino público numa República Laica que tem a obrigação de fazer a separação daquilo que é do Estado e daquilo que é da Igreja!

Pergunto: Se António Taipa fosse Testemunha de Jeová ou ateu, e sendo-lhe reconhecido o mesmo grau intelectual (quiçá mais apurado se fosse ateu, pelo facto de ter ultrapassado o primitivismo da crença num fictício deus) a autarquia também lhe conferia tal honra? Provavelmente não!… Então podemos considerar que a autarquia (republicana?!) privilegiou o facto de António Taipa ser bispo católico?

A República Portuguesa tem 106 anos. Viveu os seus primeiros tempos sob um cariz ferozmente anticlerical que não a engrandeceu, mas que se percebe à luz da História, e depois ficou congelada durante quase meio século, na vigência do Estado Novo de António Oliveira Salazar. Neste contexto, o exercício republicano conta, entre nós, apenas 58 anos… o que talvez não seja tempo suficiente, nem conte experiências tão positivas, para que os valores republicanos se tenham enraizado em todos nós (até porque Salazar e Cerejeira ainda andam por aí, colados como santinhos de cartilha, no espírito de muitos políticos “republicanos”) para que os responsáveis pela Educação, e os autarcas, sejam, de facto, de “qualidade-republicana-certificada”, e possamos afirmar que vivemos numa República verdadeiramente Laica.

(O autor escreve sem obedecer ao último Acordo Ortográfico)

15 de Setembro, 2016 Carlos Esperança

Café Santa Cruz – um caso político em Coimbra

Não há sotainas que assustem, saprófitas do clero, difamadores ou chantagistas pios que me afastem deste caso e do dever cívico de expor eventuais autarcas que venham a mancomunar-se com a Igreja contra o interesse público.

A Concordata é iníqua e precisa de ser denunciada e a lei da liberdade religiosa (Lei n.º 16/2001) é uma fonte de privilégios da Igreja católica, que urge revogar. A lei deve ser comum a todas as associações.

É inaceitável que o casamento religioso produza efeitos civis, quando celebrado por um clérigo católico, e que a dissolução pelo Vaticano produza efeitos civis em Portugal.

As capelanias militares (incluindo polícias), hospitalares e prisionais, sustentadas pelo erário público, ofendem a laicidade do Estado. As aulas da Disciplina de EMRC devem ser abolidas nas escolas públicas. Os docentes são discricionariamente nomeados pelos bispos e pagos pelo Estado, e acumulam tempo de serviço com que ultrapassam colegas em concursos futuros de outras disciplinas para que tenham habilitações.

A República está de joelhos perante a Igreja católica. As religiões devem ser respeitadas e não subsidiadas com isenção de impostos acrescidos com os que lhe são destinados.

Se a propriedade do Café Santa Cruz passar para a paróquia, por intermédio da exótica ‘Fábrica da Igreja Paroquial de Santa Cruz’, os jesuítas podem reclamar a devolução da Universidade de Coimbra, de que foram ‘esbulhados’ pelo Marquês de Pombal e os mouros, os territórios de que os Cruzados os espoliaram, em particular o Algarve.

O acórdão fará jurisprudência.

cafe-santa-cruz

14 de Setembro, 2016 Carlos Esperança

Se o ridículo matasse…

Retiro em Coimbra

Retiro de Vida Nova no Espírito
Seminário dos Dehonianos
Rua Padre Manuel da Nóbrega, nº 176
3000-320 COIMBRA

Dias 8 e 9 de Outubro de 2016 (Sábado e Domingo)
Início sábado às 9:30 h e conclusão Domingo às 19:00h

Entrada Grátis. Não percas esta oportunidade!

Vem receber uma nova unção do Espírito Santo em mais um Pentecostes e descobrir uma vida nova no Espírito Santo. A proposta é um fim-de-semana de oração de cura e libertação, com oração de louvor e ao Espírito Santo, escuta de Deus e ensinamentos temáticos. Durante o retiro haverá Confissões, oração de renúncia e libertação, oração de cura interior e física, e uma unção com Efusão do Espírito Santo no Domingo dia 9 de Outubro.

Orador: João Silva Dias – “Discípulos de Jesus”
Pregou até hoje mais de uma centena de eventos de Vida Nova no Espírito de norte a sul de Portugal (13 dioceses) e em quatro continentes (Europa, América do Sul e do Norte, África e Ásia). Coordena grupo de evangelização “Discípulos de Jesus” que o acompanhará neste retiro. É autor de três livros: “Efusão e Repouso no Espírito Santo”, “Mãos que Curam vs. técnicas demoníacas de cura pelas mãos” e “Perdoa para seres curado e libertado”. Colaborou em 3 CDs de cânticos espirituais.
Para informações sobre dormidas e refeições no Seminário Dehoniano contactar: D. Urbana Bolota, 964932730, 913061779; [email protected].

Programa:
Sábado (9:30 às 19:30h):
9:30 – Acolhimento
10:00 – Louvor, invocação do Espírito-Santo e escuta de Deus
Ensinamento 1. Ser Santos. Jesus salvou-nos e chamou-nos à Santidade (2 Tim 1:6-10)
12:00 – Santa Missa no Seminário
13:15 – Almoço
14:45 – Terço da Misercórdia + Louvor, invocação do Espírito-Santo e escuta de Deus
Ensinamento 2. O nosso inimigo + Oração de renúncia e libertação
17:30 – Intervalo
18:00 – Ensinamento 3. A acção do demónio. Perguntas e respostas.

Domingo (10:00 às 19:00h):
10:00 – Louvor, invocação do Espírito-Santo e escuta de Deus
Ensinamento 4. Perdoa para seres curado e libertado. Oração de perdão
12:00 – Santa Missa no Seminário
13:00 – Almoço
14:30 – Terço da Misericórdia + Louvor, invocação do Espírito-Santo e escuta de Deus
Ensinamento 5. O Espírito Santo, Deus em Acção. Bloqueios ao Repouso no Espírito Santo + Efusão do Espírito Santo e Oração de Cura

Resposta Para: (Diversos)

Lamentando ter poucas probabilidades de estar presente, sinto que devo divulgar a todos os amigos que possam estar, o quão importante poderá ser o convívio espiritual neste “Retiro de Vida Nova no Espírito”, sob a benéfica ação das orações e das abençoadas mente e mãos (nos momentos da unção) do Prof. Doutor João Silva Dias que, bem acompanhado pelo Grupo de Evangelização “Discípulos de Jesus” e, especialmente, pelo portador da Graça de Deus – Padre Manuel Vieira -, poderão transmitir aos crentes da interligação com as Entidades Superiores, das quais poderão surgir alterações maravilhosas no corpo e vida de cada um.

A Aurélia (minha mulher), que já sentiu e continua a beneficiar dessa “Entrega e Ligação Espiritual” (aliás, narrada num dos livros da autoria do Professor João Silva Dias, mais razão tem de se sentir desgostosa por ter de estar longe quando aquele “sopro espiritual” parece vir ao seu encontro. Mas pode beneficiar da atitude mental ao rogar para vós o melhor que mereceis.

Sob a bênção deste “Retiro”, as elevadas saudações

Mxxxxx Fxxxxxxxx (e Aurélia)

10 de Setembro, 2016 Carlos Esperança

Desejo não confessado do Apocalipse

(Texto retirado do livro de Christopher Hitchens “Deus não é grande”).

Por Paulo Franco

A religião organizada devia ter muito a pesar-lhe na consciência. Aqui vai mais uma queixa a acrescentar à lista de acusação. Com uma parte necessária da sua mente coletiva, a religião aguarda com expectativa a destruição do mundo.

Não quero com isto dizer que “aguarda ansiosamente” no sentido puramente escatológico de antecipar o fim. Quero antes dizer que, abertamente ou em segredo, deseja que esse fim
aconteça.

Talvez semiconscientes de que os seus argumentos sem provas não são totalmente persuasivos, e talvez inquieta em relação à acumulação gananciosa de poder e riqueza temporais, a religião nunca cessou de proclamar o Apocalipse e o dia do juízo final. Uma das muitas ligações entre a crença religiosa e a infância sinistra, mimada e egoísta da nossa espécie é o desejo reprimido de ver tudo destruído, arruinado e derrotado.

Desde que os primeiros curandeiros e xamãs aprenderam a prever eclipses e a usar o seu conhecimento celestial mal-alinhavado para aterrorizar os ignorantes, tem sido um tropo constante.

Como acontece em todos os casos, as descobertas da ciência inspiram muito mais temor do que o palavreado oco dos devotos. A história do cosmos começa à 13/14/15 mil milhões de anos; a idade do Sol e dos planetas que giram na sua órbita – um deles destinado a albergar vida e todos os outros condenados à esterilidade – será talvez de 4,5 mil milhões de anos; a expectativa de vida do nosso Sol é de uns bons 5 mil milhões de anos mais; porém, marquem no vosso calendário, por volta dessa altura, incendiará milhões de outros Sois e transformar-se-á explosivamente num «gigante vermelho» inchado, levando os oceanos da Terra a ferver e extinguindo todas as possibilidades de vida, seja de que forma for.

Nenhuma descrição feita por profetas ou visionários se aproximou palidamente da horrível intensidade e irrevocabilidade desse momento. As pessoas têm um lamentável motivo egocêntrico para não temer essa perspetiva: segundo as projeções atuais, a biosfera terá, entretanto, muito provavelmente, sido destruída por formas diferentes e mais lentas deaquecimento. De acordo com os peritos, como espécie, na Terra não temos uma grande eternidade à nossa frente.

Com que desprezo e desconfiança temos, então, de encarar aqueles que não estão dispostos a esperar e que se iludem e aterrorizam outros – especialmente crianças, como sempre – com terríveis visões do apocalipse, seguidas de um julgamento severo efetuado por quem, supostamente, nos colocou neste dilema incontornável.

O desejo de morte, ou algo não muito diferente, pode estar secretamente em todos nós. Mas a religião legitima esses impulsos e reivindica o direito a oficiar no fim da vida, tal como espera monopolizar as crianças à nascença.

Não podem restar dúvidas de que o culto da morte e a insistência em portentos do fim advêm de um desejo sub-reptício de que isso aconteça, para colocar um ponto final à ansiedade e dúvida que ameaçam permanentemente a força da fé.

Quando um sismo abala a terra, um tsunami a inunda ou as torres gémeas se incendeiam, podemos ver e ouvir a satisfação secreta dos fiéis. Eis que afirmam alegremente: «Isto é o que acontece quando não nos dão ouvidos!» Com um sorriso melífluo, oferecem uma redenção que não têm o direito de conceder e, quando questionados, ostentam uma expressão ameaçadora que diz: «Oh, então rejeitam a nossa oferta de paraíso? Bem, nesse caso temos outro destino preparado para vós: o inferno!!!»

Que amor! Que atenção!

8 de Setembro, 2016 Carlos Esperança

Café Santa Cruz – um caso político

A ‘Fábrica da Igreja Paroquial de Santa Cruz’ vai tentar desapossar a Junta da União de Freguesias de Coimbra, do Café Santa Cruz, em Coimbra.

Os menos familiarizados com os nomes rebarbativos e pouco eufónicos da heteronímia das sacristias, estranham que se chame ‘Fábrica’ à máquina de fuga ao fisco e captação de donativos, com deduções majoradas no IRS, de crentes ou simples planificadores dos seus impostos, existente nas paróquias católicas portuguesas.

Sendo entidades de direito canónico, seria difícil ao fisco exercer qualquer controlo, se algum recibo excedesse largamente o valor recebido (facto que não terá acontecido, mas que, por lapso do Demo, pode vir a acontecer, em instituições do divino).

É verdade que a Igreja católica sempre se queixou das malfeitorias que a República lhe fez em 1910 e que considera um roubo ter sido desapossada do seu imenso património.

Salazar, ‘Enviado da Providência’, como a freira Lúcia segredou ao cardeal Cerejeira, e este fez saber ao ditador, elaborou uma lei que permitiu à Igreja católica recuperar bens de que era proprietária no início de outubro de 1910.

Só surpreende que, quase 106 anos depois da malfeitoria de Afonso Costa e de 46 anos de defunção do ‘Enviado da Providência’, a Fábrica da Igreja Paroquial de Santa Cruz venha reivindicar a devolução, certamente para aulas de catequese, do centenário Café.

Um destes dias, o Papa Francisco, vai reivindicar a parte da Itália que o excomungado maçon, Giuseppe Garibaldi, lhe roubou pela força das armas.

Hei de voltar ao assunto que correrá os seus trâmites na Secção Cível J – 4, da Comarca de Coimbra.

Declaração de interesse: estou incondicionalmente ao lado do réu, contra o autor.